Domingo, 1 de novembro de 2026 · São Paulo
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Marquinhos Santos critica postura do Avaí após derrota para o Náutico

Técnico interino chamou atuação de "vergonhosa" e revelou que diretoria não cumpriu promessa de pagamento de salários antes da partida decisiva.

Em resumo

  • O Avaí perdeu por 1 a 0 para o Náutico e se complicou na luta contra o rebaixamento na 36ª rodada da Série B 2026.
  • O técnico Marquinhos Santos criticou a falta de vontade dos jogadores e classificou o primeiro tempo da partida como vergonhoso.
  • O treinador revelou que a diretoria não cumpriu a promessa de quitar salários atrasados na véspera do jogo, afetando o psicológico do elenco.

O Avaí perdeu por 1 a 0 para o Náutico, em partida válida pela 36ª rodada do Brasileirão Série B 2026. O resultado complicou a situação do clube na luta contra o rebaixamento. O técnico interino, Marquinhos Santos, não poupou críticas ao desempenho da equipe e à postura dos jogadores em campo.

“O primeiro tempo foi vergonhoso, comentei com eles no intervalo. A gente veio sem vontade. Se a gente vem pra uma decisão, temos que pelo menos correr. Não conseguimos competir. O gol que tomamos é falta de ação, não aceleramos passada, não pressionamos a bola. Jogamos em um marasmo tremendo, coisa que não vinha acontecendo. O primeiro tempo foi vergonhoso pra eles, pra gente, pra instituição”, afirmou o treinador.

Marquinhos Santos também direcionou críticas à diretoria do clube. Segundo o técnico, havia uma promessa de pagamento de salários aos jogadores na véspera do confronto, o que não foi concretizado. O treinador destacou que o elenco enfrenta atrasos salariais há muito tempo.

“Não sei responder o que passa na cabeça do jogador, não sei se foi a situação de salário, que prometeram pagar até sexta-feira e não conseguiram. A gente vem nessa pindaíba de situação salarial há muito tempo e justo no jogo importante vem a notícia que não iriam cumprir com o que prometeram”, declarou.

O técnico enfatizou o impacto psicológico da situação nos atletas. “É vexatório, vergonhoso pra mim como torcedor e ídolo, porque a gente vai trabalhar e não sabemos quando vamos receber. Isso reflete dentro do campo, a partir do momento que a gente toma o gol vem toda a pressão externa pra cabeça do jogador. Jogador não é máquina, tem sentimento, tem as contas pra pagar. Uma hora a conta ia chegar, infelizmente chegou agora comigo no comando”, completou.

Sobre o futuro, Marquinhos Santos fez um apelo para que as obrigações sejam quitadas. “Agora é ver o tanto que a gente fez de errado e tentar, primeiramente, pagar esses jogadores, os funcionários. É indiferente conseguir o objetivo ou não, porque quando a gente tava conseguindo também estávamos com os salários atrasados. Que a gente possa receber o que é nosso dever, depois ver com a diretoria quem vai ou não continuar. Só peço que cumpram com o que prometeram”, disse.

Com a 19ª derrota na competição, o Avaí depende de uma combinação de resultados para evitar a queda. O clube precisa que o Ceará perca seu jogo contra o Athletic, na segunda-feira, na Arena Sicredi. Marquinhos Santos admitiu incertezas sobre a continuidade do elenco para as rodadas finais, citando a possibilidade de rescisões indiretas.

“Tenho que ver quem vai querer jogar esses dois próximos jogos. Eles estão no limite psicológico. É muita situação para se arrumar e não sei se eles vão querer jogar até o final. Podem entrar com rescisão indireta, dentro da lei eles podem fazer isso. Acho difícil esse grupo querer jogar”, concluiu o técnico.

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