Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 · São Paulo
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Crédito no Brasil atinge R$ 7,4 trilhões em setembro, diz BC

O estoque total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional registrou alta de 0,4% em setembro, segundo o Banco Central.

Em resumo

  • O estoque total de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em setembro.
  • O crédito para pessoas jurídicas aumentou 1% e o destinado a pessoas físicas cresceu 0,1% no mês.
  • A inadimplência total do SFN ficou em 5%, registrando estabilidade em relação ao mês anterior.

O estoque total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional somou R$ 7,4 trilhões em setembro, com alta de 0,4% no mês, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central nesta 5ª feira (29.set.2026).

No mês, o crédito para pessoas jurídicas aumentou 1%, para R$ 2,8 trilhões. Já o crédito para pessoas físicas cresceu 0,1%, totalizando R$ 4,7 trilhões. Em 12 meses, o crédito total cresceu 8,6% (ante 9,4% nos 12 meses até agosto), com altas de 6,5% no crédito às pessoas jurídicas (7,3% no mês anterior) e de 9,9% no crédito às pessoas físicas (10,7% no mês anterior).

O estoque de crédito com recursos livres alcançou R$ 4,2 trilhões em setembro, com aumento de 0,8% no mês e de 6,5% em 12 meses. No segmento destinado às empresas, o saldo avançou 1,7% no mês e 1,2% em 12 meses, somando R$ 1,6 trilhão. Já o crédito livre para pessoas físicas totalizou R$ 2,6 trilhões, com altas de 0,2% no mês e de 10% em 12 meses.

Segundo o BC, foram determinantes as expansões das carteiras de crédito pessoal consignado para beneficiários do INSS e para trabalhadores do setor privado e aquisição de veículos. A taxa média de juros das concessões foi de 32,4% ao ano em setembro, com altas de 0,2 pontos percentuais no mês.

A taxa média de juros das operações com recursos livres situou-se em 49% a.a. em setembro, com incrementos de 0,5 p.p. no mês e de 3,2 p.p. em 12 meses. No crédito livre às empresas, a taxa média aumentou 0,4 p.p. no mês e 0,2 p.p. em 12 meses, ao atingir 24,4% a.a.

De acordo com o BC, prevaleceu o efeito da variação das taxas, com destaque para o aumento da taxa média de capital de giro com prazo superior a 365 dias (1,4 pp). No crédito livre às famílias, a taxa média de juros atingiu 62,4% a.a., com aumentos de 0,6 p.p. no mês e de 3,7 p.p. em 12 meses.

O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 22,1 trilhões (164,9% do Produto Interno Bruto) em setembro – avanço mensal de 0,7%. Em 12 meses, o crescimento foi de 11,5%, destacando-se os crescimentos de 16,2% em títulos públicos e 8,6% em empréstimos do SFN.

O crédito ampliado às empresas ficou em R$ 7,3 trilhões em setembro (54,4% do PIB), avanço de 0,7% no mês. Em 12 meses, a expansão de 8% foi impulsionada pelos crescimentos de 13,7% nos títulos privados de dívida e 5,9% nos empréstimos do SFN.

Inadimplência

O percentual de inadimplência da carteira de crédito total do SFN situou-se em 5%, estável no mês, com aumento de 0,9 p.p. em 12 meses. Nas operações com pessoas jurídicas, a inadimplência recuou 0,1 p.p no mês, situando-se em 3,3%. Já nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu estável em setembro, em 6%.

No crédito com recursos livres, a inadimplência atingiu 6,6% do total da carteira, com estabilidade no mês e aumento de 1 p.p. em 12 meses. Por segmento, a inadimplência das operações com empresas recuou 0,1 p.p. no mês e aumentou 0,6 p.p. em 12 meses, situando-se em 4,2%, enquanto com as famílias esse indicador avançou 0,1 p.p. no mês e 1,2 p.p. em 12 meses, ficando em 8,1%.

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