Terça-feira, 20 de outubro de 2026 · São Paulo

Comissão aprova projeto que proíbe penas e plumas de animais em fantasias

Proposta estabelece multas entre R$ 5 mil e R$ 1 milhão para o uso de materiais de origem animal em alegorias e fantasias, inclusive de Carnaval.

Em resumo

  • O projeto proíbe o uso de penas e plumas de origem animal em fantasias e alegorias, incluindo as de Carnaval.
  • As multas para os infratores variam de R$ 5 mil a R$ 1 milhão, podendo ser dobradas em caso de reincidência.
  • A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda precisa passar por outras comissões, pela Câmara e pelo Senado.

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que veda a utilização de penas e plumas de origem animal em fantasias e alegorias, abrangendo também os itens usados no Carnaval. A medida estipula multas para os infratores que variam de R$ 5 mil a R$ 1 milhão. Em situações de reincidência, o valor da multa será aplicado em dobro, com um acréscimo de 100% a cada nova infração cometida.

O texto aprovado é a versão do relator, deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), referente ao Projeto de Lei 1097/19, de autoria do deputado Célio Studart (PSD-CE), e seus apensados. O relator rejeitou o substitutivo que havia sido aprovado anteriormente pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, o qual previa isenções para casos de extração sem sofrimento ou de reaproveitamento de plumas antigas.

Justificativa da proibição

Ao justificar a rejeição das exceções, o deputado Marcelo Queiroz afirmou: “A hipótese de reaproveitamento de plumas abre espaço para fraude, tendo em vista a ausência de mecanismos de rastreabilidade que permitam distinguir plumas efetivamente reutilizadas daquelas recém-extraídas”.

O relator reforçou a necessidade de uma regra rígida para garantir o cumprimento da medida. “A exuberância visual de uma fantasia de carnaval não pode justificar, em qualquer hipótese, o sofrimento de animais. A clareza e a efetividade da proibição dependem exatamente de sua incondicionalidade”, complementou.

Tramitação

O projeto segue agora para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, tramitando em caráter conclusivo. Para que a proposta se torne lei, ainda é necessária a aprovação pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.