Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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Câmara aprova campanha permanente de primeiros socorros contra asfixia

Proposta segue para sanção presidencial e prevê cartazes obrigatórios em bares e restaurantes com manobras de desobstrução de vias aéreas.

Em resumo

  • A Câmara aprovou a campanha permanente de primeiros socorros contra asfixia, seguindo agora para sanção presidencial.
  • Bares, restaurantes e lanchonetes deverão afixar cartazes com instruções sobre manobras de desobstrução das vias aéreas.
  • Estabelecimentos de saúde com assistência pré-natal ou ao parto deverão promover ações educativas para prevenir acidentes na infância.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (15) a realização de uma campanha permanente voltada à orientação do público sobre prevenção, primeiros socorros e manobras de desobstrução das vias aéreas por corpo estranho. O texto segue agora para sanção presidencial.

A matéria aprovada é o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 1435/23, de autoria do deputado Capitão Alden (PL-BA). A iniciativa, denominada “Recrutando Anjos”, autoriza o poder público a capacitar profissionais e a divulgar material educativo sobre o tema.

Entre as medidas previstas, o projeto torna obrigatória a afixação de cartazes em restaurantes, bares, lanchonetes e estabelecimentos similares contendo instruções sobre as manobras de desobstrução de vias aéreas. Além disso, estabelecimentos de saúde que oferecem assistência pré-natal ou ao parto também ficam obrigados a desenvolver ações educativas focadas na prevenção de acidentes durante a primeira infância.

Relato de parlamentar

Durante a votação em Plenário, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) compartilhou sua experiência pessoal, relatando que já passou por um episódio de pré-asfixia e foi salvo por um colega. “Sei o drama que é. Parecia depois que era muito simples, mas na hora foi um desespero. Não tinha mais ar. Se não tivesse alguém ali, não tinha como escapar”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da medida para a segurança da população. “É preciso que se dê amplo conhecimento das manobras de socorro, especialmente nas escolas e restaurantes. As crianças e os idosos são mais suscetíveis à asfixia”, concluiu.