Quarta-feira, 28 de outubro de 2026 · São Paulo
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Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morre aos 70 anos, em Porto Alegre

O jornalista e comentarista esportivo estava internado no Instituto de Cardiologia e marcou o rádio e a imprensa gaúcha por quase cinco décadas.

Em resumo

  • Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu aos 70 anos em Porto Alegre nesta quarta-feira (28).
  • O jornalista estava internado no Instituto de Cardiologia e marcou o rádio gaúcha por 27 anos.
  • Ele deixa a esposa Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos.

Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre. Comentarista da Rádio Gaúcha, ele estava internado no Instituto de Cardiologia e ficou marcado pela versatilidade, carisma e frases de efeito ao longo de quase cinco décadas de carreira nas redações e nos últimos 27 anos no rádio.

Embora sua ligação com o veículo remeta à sua infância devido ao trabalho do pai, foi juntando as pretinhas, como carinhosamente chamava as letras impressas nos jornais, que teve contato do primeiro ao último dia da carreira. Guerrinha era filho da funcionária pública Ieda e do rádio-ator e comunicador da Rádio Gaúcha Adroaldo Guerra, popularmente conhecido como Vovô Guerra por apresentar um programa infantil.

"Meu pai foi artista, meu pai fazia novela e ficou conhecido como vovô Guerra pela festa com as criancinhas. Eu entrava na redação e diziam que eu era o filho do vovô."

Do pai herdou, sobretudo, o gosto pelo turfe. O jornalismo veio de charrete com a atração pelo mundo das corridas de cavalo, pois, apesar de admirar a carreira artística do pai, não imaginava que viria a ter sucesso no rádio.

Turfe marca início da carreira

A longa vivência no hipódromo e o carisma o tornaram um contador de histórias inusitadas, sempre acompanhadas da inconfundível risada, fosse no ar ou nos corredores. Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Guerrinha publicou suas primeiras palavras no Jornal Hoje, criado pela RBS nos anos 1970. Logo em seguida, passou a acompanhar o cotidiano do Jockey Club para a Folha da Manhã e, depois, para o Correio do Povo, ambas publicações da extinta Caldas Júnior.

Na RBS desde 1983

O retorno ao Grupo RBS ocorreu em 1983, quando, a convite de Emmanuel Mattos, passou a escrever sobre assuntos hípicos em Zero Hora. O espaço dedicado ao turfe foi diminuindo até que, em 1993, a cobertura foi abandonada e Guerrinha passou a fazer a cobertura do Inter em Zero Hora.

Guerra deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos.

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