Sábado, 31 de outubro de 2026 · São Paulo
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Ministério do Trabalho recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral

Canal específico do MTE registrou 4,3 mil ocorrências nos três primeiros dias de funcionamento. Estado de São Paulo lidera os casos.

Em resumo

  • O MTE recebeu 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias de canal aberto.
  • O estado de São Paulo registrou o maior número de casos, com 1.325 ocorrências.
  • A Região Sudeste concentrou 48,5% do total de denúncias recebidas pelo órgão.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu aproximadamente 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho apenas nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para esse tipo de ocorrência. O canal começou a funcionar no dia 28 de outubro, depois que diversas denúncias desse tipo de prática começaram a surgir tanto na internet como em órgãos competentes.

Distribuição dos casos e apuração

A maior parte dos casos foram no estado de São Paulo (1.325), seguido por Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259). A Região Sudeste concentrou 48,5% das ocorrências. Segundo o MTE, as denúncias já estão sendo apuradas.

O que é o assédio eleitoral

Assédio eleitoral é quando um chefe ou superiores hierárquicos pressionam o trabalhador a votar ou deixar de votar em um determinado candidato. Demitir um funcionário pela opção política dele também é considerado assédio e, se ficar provado que a dispensa ocorreu por esse motivo, a empresa pode ser obrigada a readmitir o empregado e pagar indenização por danos morais.

Como denunciar

Quem sofrer ou presenciar casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho deve fazer a denúncia nos canais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou do Ministério Público do Trabalho (MPT). As denúncias são mantidas em sigilo e encaminhadas aos órgãos competentes.

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