Sábado, 31 de outubro de 2026 · São Paulo
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Civis deixam cidade ucraniana ocupada pela Rússia em operação

Moradores de Oleshky saíram em uma operação humanitária inédita desde o início do conflito, após cessar-fogo negociado.

Em resumo

  • Moradores de Oleshky iniciaram evacuação em 30 de outubro de 2026.
  • Comboio com 25 ônibus e ambulâncias entregou suprimentos e retirou civis.
  • Operação foi viabilizada por cessar-fogo localizado na região de Kherson.

Moradores de Oleshky, cidade ucraniana ocupada pela Rússia no sul do país, começaram a deixar o local na 6ª feira (30.out.2026) em uma operação conjunta de ajuda humanitária. É a 1ª evacuação desse tipo desde o início da guerra, há 4 anos e 8 meses. A operação marca um raro momento de cooperação entre os lados em conflito. Um cessar-fogo localizado na região de Kherson permitiu a desminagem das estradas de saída de Oleshky, viabilizando o deslocamento dos civis.

A Casa Branca afirmou em 23 de outubro que a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, ajudou a negociar esse cessar-fogo. Segundo o jornal The Guardian, um comboio com 25 ônibus e ambulâncias chegou à cidade para entregar alimentos e medicamentos e retirar os moradores que desejavam partir. Os evacuados podiam escolher entre se deslocar para a Rússia ou para a Ucrânia.

Apesar de o território ucraniano estar a só 5 km de Oleshky, quem optou por retornar à Ucrânia precisará 1º viajar até Anapa, no sul da Rússia, seguir de avião para Belarus e então cruzar a fronteira em direção à região de Chernihiv. Imagens nos perfis de autoridades da Ucrânia no X mostraram residentes emocionados abraçando integrantes da delegação ucraniana sob forte chuva.

Oleshky fica na margem do rio Dniepre controlada pela Rússia, em frente a Kherson. As tropas russas tomaram a cidade nos primeiros dias da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022. A região sofreu danos extensos e foi gravemente inundada depois da destruição da barragem de Kakhovka, rio acima, em junho de 2023. Kyrylo Budanov, chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, confirmou em publicação no X que a operação humanitária estava em andamento. O Kremlin descreveu o episódio como um caso especial.

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