Os supermercados do Espírito Santo poderão funcionar aos domingos durante a temporada de verão, entre 20 de dezembro de 2026 e 7 de fevereiro do próximo ano. A exceção às regras atuais, que determinam supermercados fechados todos os domingos, faz parte das condições anunciadas pelo Sindicato dos Empregados no Comércio do estado (Sindicomerciários-ES) após as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que passaram a valer em março deste ano.
Procurada, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) informou que ainda não há definição sobre o funcionamento do comércio aos domingos no restante do ano, em meses fora do verão. A Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), por outro lado, declarou que não vai se pronunciar no momento.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (30), o Sindicomerciários declarou que conquistou a manutenção do fechamento aos domingos dos supermercados, estabelecimentos de gêneros alimentícios e das lojas de material de construção. A abertura durante o período de verão seria uma exceção à regra. A entidade afirmou, ainda, que continua negociando outras reivindicações, como a ampliação do tíquete-alimentação para trabalhadores do setor lojista e o reajuste salarial.
Garantir o domingo de descanso foi uma vitória importante. Agora, nossa luta é para ampliar direitos, especialmente o tíquete-alimentação para os comerciários das lojas. Queremos avanços que representem melhorias concretas na vida dos trabalhadores e trabalhadoras
Procurada pela reportagem, a Fecomércio-ES disse que as condições para o funcionamento do comércio aos domingos ainda estão em discussão com o sindicato dos trabalhadores. Segundo a entidade patronal, o debate deve continuar até sábado (31). A federação destacou que a negociação envolve, além da abertura dos estabelecimentos, questões ligadas à organização das jornadas, concessão de folgas e custos operacionais das empresas.
A discussão também ocorre após a promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026, que estabelece o fim da escala 6×1. Para a Fecomércio, é necessário buscar um equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e as condições de funcionamento das empresas, especialmente durante as festas de fim de ano e o verão.



















