Quarta-feira, 28 de outubro de 2026 · São Paulo
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Comissão aprova incentivo a startups de inclusão, saúde e bioeconomia

Proposta altera o Marco Legal das Startups para priorizar iniciativas voltadas a PCDs, saúde pública e Amazônia.

Em resumo

  • Comissão da Câmara aprovou o PLP 124/24 com foco em inclusão, saúde pública e Amazônia.
  • Texto prioriza startups em instrumentos de fomento e ambiente regulatório experimental (sandbox).
  • Proposta ainda passará por comissões e pelos plenários da Câmara e do Senado.

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou, na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO), proposta que altera o Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182/21) para estimular empresas de tecnologia e inovação voltadas à inclusão de pessoas com deficiência, autistas e neurodivergentes, ao fortalecimento da saúde pública e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

A medida consta no Projeto de Lei Complementar (PLP) 124/24, de autoria do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). “O incentivo ao desenvolvimento de tecnologias assistivas amplia a autonomia desse público e favorece sua participação plena na sociedade. Da mesma forma, a inovação em saúde pública e a valorização da bioeconomia amazônica alinham eficiência administrativa e desenvolvimento sustentável”, destacou o relator Daniel Agrobom.

Áreas beneficiadas

O texto inserido insere novas diretrizes na legislação para priorizar iniciativas em três frentes principais. A primeira frente é a inclusão e acessibilidade, voltada ao desenvolvimento de tecnologias assistivas para pessoas com deficiência (PCDs), com transtorno do espectro autista ou com outras condições neurodivergentes.

A segunda frente abrange a saúde pública, com foco em soluções digitais para gestão hospitalar, ampliação da telemedicina, prontuário eletrônico e otimização do atendimento na atenção básica. A terceira frente é direcionada à região amazônica, priorizando projetos focados em bioeconomia, conservação da biodiversidade, sustentabilidade ambiental e melhoria das condições de vida das populações locais.

Prioridade em fomento e regulação

O relator fez alguns ajustes no texto original para evitar questionamentos de ordem orçamentária e constitucional. Em vez de conceder incentivos fiscais diretos e criar linhas de crédito específicas, o substitutivo estabelece que as startups atuantes nessas áreas terão tratamento prioritário no acesso a instrumentos públicos de fomento à inovação, apoio técnico e programas de incentivo ao empreendedorismo.

Além disso, a proposta autoriza a administração pública a criar programas específicos dentro do ambiente regulatório experimental (sandbox regulatório) para testar e validar essas soluções com maior agilidade e segurança. O parecer também retirou a exigência de um prazo fixo de 90 dias para regulamentação pelo Poder Executivo.

Próximos passos

A proposta está sujeita à apreciação do Plenário e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a medida precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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