A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente desde o dia 21 de maio, teve mais uma derrota na Justiça nesta quarta-feira (21/10). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por não analisar um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada à instância superior.
Segundo a Justiça, o não conhecimento se deve pois o pedido foi considerado “substitutivo do recurso cabível”. Em nota, a defesa classifica a decisão como “monocrática” e de “natureza estritamente processual”.
Os advogados voltam a defender que não há provas que mantenham a necessidade da prisão preventiva de Deolane, investigada por crimes de lavagem de dinheiro e suposto envolvimento com facções criminosas.
“No entendimento da defesa, essas circunstâncias não persistem, sendo, portanto, a sua prisão medida desnecessária, desproporcional e ilegal. Existem dois relatórios da OAB/SP apontando que a situação carcerária em que ela se encontra não é compatível com a prerrogativa prevista na Lei 8906/1994 e a defesa igualmente recorrerá da decisão”, afirma em nota.
Na próxima terça-feira (27/10), um outro pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra será julgado, desta vez pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
O julgamento irá analisar dois dos principais pedidos dos advogados: que o caso passe a ser julgado pela Justiça Federal e, consequente, que todas as decisões tomadas anteriormente no processo pela Justiça estadual sejam anuladas.
Deolane foi presa em 21 de maio de 2026, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A influenciadora é suspeita de integrar o núcleo financeiro de uma organização criminosa e de lavar dinheiro proveniente de atividades ilegais para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Atualmente, ela está no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A prisão preventiva foi mantida pela Justiça paulista em agosto. Em julho, o TJSP já havia negado, por unanimidade, outro pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.



