Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 · São Paulo

Projeto cria regras de saúde e ergonomia para o setor têxtil

Proposta em análise na Câmara dos Deputados altera a CLT para estabelecer medidas de proteção e prevenção de riscos aos trabalhadores da indústria têxtil.

Em resumo

  • Projeto de Lei 3404/26 cria medidas de proteção à saúde e ergonomia no setor têxtil.
  • Proposta exige equipamentos gratuitos, assentos adequados e redução de movimentos repetitivos.
  • Texto tramita na Câmara dos Deputados em caráter conclusivo pelas comissões.

O Projeto de Lei 3404/26 altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para criar medidas específicas de proteção à saúde, à segurança e à ergonomia dos trabalhadores da indústria têxtil. A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, é de autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ).

As novas regras estabelecem que os empregadores deverão adotar ações permanentes de prevenção de riscos e fornecer gratuitamente equipamentos de proteção individual, em perfeito estado de conservação e funcionamento, sem afastar a obrigação de aplicar medidas coletivas de controle.

Quais são as exigências de ergonomia?

O texto prevê a obrigatoriedade de adequações ergonômicas nos locais de trabalho. Entre as exigências estão: assentos compatíveis com a atividade; apoios para postura adequada; iluminação apropriada; e diminuição dos riscos decorrentes de movimentos repetitivos.

Os estabelecimentos também deverão promover: capacitação periódica em segurança; programas de orientação ergonômica; manutenção preventiva de máquinas; ventilação adequada; e controle ambiental. O projeto assegura ainda aos trabalhadores o direito à realização dos exames ocupacionais previstos na legislação trabalhista.

O que diz o autor da proposta?

De acordo com Marcos Tavares, a legislação precisa se adequar às características do setor, que reúne milhões de funcionários sujeitos a fatores de risco como ruído, poeira de fibras e esforço repetitivo.

“A proposta contribui para a redução do adoecimento, o aumento da produtividade, a valorização dos profissionais e a construção de ambientes mais seguros, saudáveis e compatíveis com os princípios constitucionais da proteção ao trabalhador”, diz o parlamentar.

Como funcionam a fiscalização e a tramitação?

A fiscalização do cumprimento das normas seguirá os procedimentos habituais da inspeção do trabalho. O descumprimento das regras sujeitará os infratores às penalidades previstas na CLT, além de eventuais sanções civis, administrativas e penais.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas seguintes comissões: de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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