Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 · São Paulo
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TSE aceita ação contra Lula e Alckmin por abuso de poder político

O Tribunal Superior Eleitoral analisará denúncia do partido Novo sobre suposto uso da máquina estatal na campanha de 2026.

Em resumo

  • O TSE aceitou ação do partido Novo contra a chapa de Lula e Alckmin por abuso de poder político.
  • A denúncia aponta 35 atos do governo com custo de R$ 99,7 bilhões entre janeiro e outubro de 2026.
  • O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva deu cinco dias para a defesa se manifestar sobre o processo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou uma ação apresentada pelo partido Novo contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), sob a acusação de abuso de poder político. O Novo alega que o governo utilizou a máquina estatal em benefício da reeleição da dupla e solicita a cassação dos mandatos, além da declaração de inelegibilidade de ambos por um período de oito anos.

O corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que a defesa tenha um prazo de cinco dias para se manifestar sobre as acusações. Após o cumprimento dessa etapa, caberá ao ministro Cueva decidir se o processo será encerrado ou se terá continuidade, o que incluiria a coleta de provas e a oitiva de testemunhas.

Detalhes da denúncia

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) protocolada pelo Novo detalha 35 atos normativos editados pelo governo entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026. Segundo a legenda, essas medidas criaram ou ampliaram benefícios com um custo estimado de R$ 99,7 bilhões. Deste total, 12 medidas teriam sido implementadas na reta final do período eleitoral, especificamente entre 16 de agosto e 16 de outubro.

Entre as ações questionadas pelo partido estão o reajuste do Bolsa Família, a ampliação de subsídios aos combustíveis e a implementação de programas de renegociação de dívidas. O Novo também aponta a proibição das bets e o fim da chamada “taxa das blusinhas” como atos que teriam configurado uso da máquina pública.

O partido Novo disputou a Presidência da República em 2026 com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante o primeiro turno. No segundo turno do pleito, a sigla declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

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