O professor de redação Rógi Almeida, que previu o tema ‘envelhecimento populacional’ cobrado no Enem 2025, divulgou cinco possíveis assuntos que podem ser abordados na edição de 2026. Segundo o docente, a preparação dos estudantes deve abranger eixos temáticos variados, como educação, saúde, minorias, tecnologia e meio ambiente, com foco especial em temas ambientais e tecnológicos que envolvam a proteção de grupos vulneráveis e a garantia de direitos sociais.
Cerca de um mês antes da aplicação do Enem 2025, o professor solicitou que seus alunos escrevessem uma redação sobre o envelhecimento da população brasileira, realizando correções e reescritas. A estratégia permitiu que os estudantes chegassem ao exame familiarizados com o assunto. “Quando o aluno produz sobre o tema, já é, de certa forma, um alívio para eles. Eles já vão mais tranquilos para a produção de texto e não levam tanto tempo para produzir, já tendo feito um texto sobre a mesma temática”, destacou Rógi Almeida.
Possíveis temas para 2026
Entre as apostas do professor para a redação do Enem 2026 estão:
- Racismo ambiental: desigualdade na distribuição dos impactos ambientais, que afetam principalmente populações vulneráveis;
- Justiça socioambiental: garantia de direitos e proteção ambiental para comunidades em situação de vulnerabilidade;
- Proteção de crianças nas redes sociais: debate sobre exposição, privacidade e segurança de menores no ambiente digital;
- Uso ético da inteligência artificial: discussão sobre limites, responsabilidades e consequências do uso da tecnologia na sociedade;
- Preservação dos biomas brasileiros: desafios para proteger ecossistemas, com destaque para o Cerrado.
Dicas para a preparação
Para identificar temas potenciais, o professor orienta que os candidatos acompanhem debates sociais, notícias e projetos em discussão no Congresso Nacional, ressaltando que os temas das provas costumam surgir de discussões que ganharam destaque antes da aplicação do exame, especialmente entre maio e julho. Ele também recomenda o uso de repertórios da literatura brasileira, sociologia, filosofia, história e da Constituição Federal para sustentar os argumentos.
Sobre a estrutura da redação, Rógi reforça que a introdução deve apresentar uma tese clara, acompanhada de dois argumentos desenvolvidos com repertórios socioculturais. A conclusão deve conter uma proposta de intervenção completa, com agente, ação, meio, finalidade e detalhamento. Para os estudantes inseguros, a dica é manter a tranquilidade. “Com certeza, se não vier o tema, mas pelo menos o eixo temático, eles vão ter acesso a repertórios sobre os quais já fizeram redações”, afirmou.



















