Em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank, o Paraguai teve um dia conturbado nesta quinta-feira (5/11). O presidente Santiago Peña divulgou que deixaria o cargo, mas o Congresso do país não chancelou a renúncia e preferiu seguir com um pedido de impeachment contra ele.
Na manhã desta sexta-feira (6/11), está prevista uma sessão no Senado que voltará a analisar a possibilidade de impeachment. Nas redes sociais, Peña afirmou que vai exercer seu direito à defesa ao longo deste processo.
Opositores e críticos do presidente têm defendido o impeachment, para que Peña responda eventualmente a ações judiciais sem o foro privilegiado — com o qual ele continuaria se a renúncia fosse aceita.
A própria sigla governista, o Partido Colorado, anunciou apoio ao processo de impeachment.
Peña, um dos expoentes da nova direita na América Latina, é acusado pela oposição de conflito de interesses, uso indevido de fundos públicos e encobrimento de irregularidades relacionadas ao banco.
O caso tem como origem o colapso de uma instituição que cresceu rapidamente e chegou a ser apresentada como um dos grandes casos de sucesso do sistema financeiro paraguaio.
Diante das semelhanças, a crise do Ueno Bank passou a ser comparada, no Brasil, à do Banco Master, liquidado pelo Banco Central brasileiro em novembro de 2025 e que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.



















