Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 · São Paulo
Publicidade
Publicidade

Documentos falsos e IA: como validar identidades com segurança

Entenda como a combinação de KYC, biometria facial e análise de dispositivos ajuda empresas a mitigar riscos de fraudes no ambiente digital.

Em resumo

  • A inteligência artificial pode criar documentos falsos, exigindo que empresas combinem verificação documental, biometria e análise de dispositivos.
  • O golpe do sósia pode atingir até 99% de similaridade facial, tornando indispensáveis as verificações complementares de identidade.
  • A Serasa Experian processa mais de 9 milhões de documentos mensalmente, utilizando uma base de 200 milhões de registros validados.

A tecnologia atua como aliada na identificação de riscos e na construção de jornadas digitais mais seguras, oferecendo praticidade para empresas e usuários. Ao abrir uma conta ou contratar um serviço pela internet, as companhias precisam confirmar se as informações apresentadas correspondem à pessoa real. Embora documentos de identidade sejam fontes cruciais, eles não respondem sozinhos a todas as perguntas necessárias para validar uma identidade, especialmente com a evolução de ferramentas que permitem a falsificação ou o uso indevido de dados reais.

A inteligência artificial pode ser utilizada para criar documentos falsos convincentes, tornando essencial a análise de múltiplos sinais em conjunto. É fundamental distinguir três processos: assinatura eletrônica, que registra a concordância com um conteúdo; verificação documental, que avalia a autenticidade do documento; e verificação de identidade, que confirma se o indivíduo é quem afirma ser. Estas etapas são relacionadas, mas não equivalentes.

Como a tecnologia analisa documentos

Soluções de verificação documental combinam leitura automatizada, análise de elementos visuais e checagens de consistência. Técnicas de inteligência artificial auxiliam no reconhecimento de padrões, mas a eficácia depende da qualidade dos dados e dos controles adotados. Limites como imagens pouco nítidas ou documentos danificados podem impedir conclusões. É importante notar que a identificação de uma inconsistência não equivale à comprovação automática de fraude, podendo apenas indicar a necessidade de uma nova checagem.

Mesmo com um documento consistente, a biometria facial e a prova de vida (liveness) são necessárias para garantir que a interação é feita por uma pessoa presente. Contudo, o “golpe do sósia” desafia essa tecnologia, utilizando ferramentas que buscam rostos semelhantes em imagens de terceiros. Segundo a Serasa Experian, essa busca pode identificar similaridade facial de até 99%, reforçando a necessidade de verificações complementares.

O papel dos dispositivos e do KYC

Informações sobre o dispositivo e o contexto do acesso, como o histórico de uso e sinais técnicos, complementam a análise. A troca de aparelho não significa necessariamente fraude, mas pode exigir uma confirmação adicional. O processo de Know Your Customer (KYC), ou “Conheça seu Cliente”, reúne procedimentos para verificar dados cadastrais, documentos, biometria e sinais de dispositivos, formando uma visão completa da identidade através de APIs que integram esses sistemas aos fluxos digitais.

Ao comparar soluções, empresas devem avaliar a cobertura de documentos, o tratamento de casos inconclusivos e métricas de desempenho, como tempo de resposta e taxas de falso positivo. A Serasa Experian oferece capacidades que combinam validação documental, biometria com prova de vida, KYC e análise de dispositivos. A solução da empresa processa mais de 9 milhões de documentos por mês, possui uma base de 200 milhões de documentos validados e aplica mais de 10 mil regras de análise, cobrindo documentos como RG, DNI, CIN, CNH, RNE, RNM e OAB.

Siga o portal
Publicidade
Publicidade
Publicidade