Terça-feira, 3 de novembro de 2026 · São Paulo
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Comissão aprova projeto que retoma isenção de imposto para energia solar

Proposta na Câmara dos Deputados suspende norma que anulava benefício fiscal para inversores solares fotovoltaicos e protege investimentos do setor.

Em resumo

  • A Comissão de Desenvolvimento Econômico aprovou o PDL 107/24 que retoma a isenção do Imposto de Importação de inversores solares.
  • O autor aponta risco de R$ 20 bilhões em investimentos e 159,7 mil empregos com a revogação do incentivo.
  • O projeto ainda passará pela Comissão de Finanças e Tributação e seguirá para análise do Plenário e do Senado.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou, sob a relatoria do deputado Lafayette de Andrada (PL-MG), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 107/24, que mantém a isenção temporária do Imposto de Importação de inversores solares fotovoltaicos. A proposta suspende os efeitos de norma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços que anulava esse benefício.

O inversor é um item indispensável no sistema de energia solar, convertendo a energia elétrica gerada pelos painéis de corrente contínua para corrente alternada, utilizada na rede elétrica.

Segundo o autor, deputado Delegado Caveira (PL-PA), a revogação do incentivo tributário promovida pelo Executivo coloca em risco R$ 20 bilhões em investimentos e aproximadamente 159,7 mil empregos no setor de energia solar.

O relator foi favorável ao projeto, destacando que a mudança afeta a viabilidade dos negócios. "A revogação unilateral e imediata dos ex-tarifários, sem qualquer período de transição, produz efeito semelhante a um aumento abrupto do custo de importação, onerando projetos em curso e inviabilizando novos empreendimentos", afirmou o relator.

O relator citou dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indicando que o corte da isenção tributária atinge diretamente 5,78 gigawatts (GW) de capacidade instalada em projetos fotovoltaicos. O parecer salienta ainda que a energia solar desempenha papel central na matriz elétrica brasileira e no cumprimento de metas do Acordo de Paris.

Próximos passos

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Finanças e Tributação. Em seguida, será apreciada pelo Plenário da Câmara. Para suspender definitivamente os efeitos da norma, o projeto precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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