Terça-feira, 3 de novembro de 2026 · São Paulo
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Comissão de Finanças aprova regras para repasse de verbas a privadas

Proposta condiciona transferência de recursos federais à idoneidade de dirigentes e à alternância de poder nas entidades.

Em resumo

  • Comissão de Finanças e Tributação aprovou regras para repasse de recursos federais a entidades privadas.
  • Texto veda repasses a entidades com dirigentes inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa e limita recondução a 12 anos.
  • Proposta segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e posterior votação no Plenário.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou, conforme divulgado por Kayo Magalhães na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que condiciona o repasse de recursos federais à comprovação de idoneidade dos dirigentes e de critérios de alternância de poder nas entidades beneficiadas. A medida altera diretamente a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O texto acatado corresponde à versão apresentada pelo relator, deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 242/13, de autoria do ex-deputado Rubens Bueno (PR), juntamente com quatro outras propostas apensadas. O substitutivo apresentado contempla todas as iniciativas analisadas no processo.

Ao justificar a medida, o relator declarou: “As propostas buscam moralizar os repasses de recursos públicos a entidades de direito privado, estabelecendo exigências que podem contribuir para reduzir riscos de irregularidades e fortalecer a confiança nos investimentos”.

Novas regras

Com o novo texto aprovado, fica proibido o repasse de verbas, além da celebração de convênios e contratos com entidades privadas e de utilidade pública cujos dirigentes incorram nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa. A norma também impõe um limite para a recondução dos dirigentes dessas instituições, fixando um período contínuo máximo de 12 anos.

Adicionalmente, a proposta exige o estrito cumprimento do teto remuneratório do funcionalismo público, cujo patamar é equivalente ao salário pago a um ministro do Supremo Tribunal Federal. Caso essas novas regras venham a ser descumpridas, a transferência dos recursos federais será suspensa de forma imediata.

Próximos passos

Em relação ao trâmite legislativo, a proposta ainda precisará passar por análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Na sequência, o texto será submetido à votação no Plenário da Casa. Para que o texto possa finalmente virar lei, a matéria necessita ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

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