Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Projeto proíbe benefícios federais a condenados por invasão rural

A Câmara dos Deputados analisa proposta que veda incentivos e linhas de financiamento a pessoas condenadas por invadir propriedades rurais produtivas.

Em resumo

  • Projeto de lei proíbe benefícios federais a condenados por invasão rural.
  • Restrição de oito anos após pena abrange financiamentos e reforma agrária.
  • Proposta tramita na Câmara e precisa passar pelo Senado para virar lei.

O Projeto de Lei 2322/26 proíbe a concessão de incentivos e benefícios federais a pessoas condenadas por invadir ou destruir propriedades rurais produtivas. A Câmara dos Deputados analisa a proposta atualmente no Legislativo.

Pelo texto, essas pessoas ficam impedidas de acessar, por exemplo, linhas de financiamento federais e programas de reforma agrária, entre outras políticas do governo federal voltadas ao setor rural.

O impedimento se aplica a condenados em sentença definitiva por: invasão de propriedade rural (esbulho possessório); dano qualificado; incêndio criminoso; destruição de lavouras, rebanhos ou máquinas agrícolas; e associação criminosa para ocupar terras. A restrição valerá por oito anos após o cumprimento integral da pena.

A proibição não se aplicará a terceiros de boa-fé, dependentes legais ou cooperativas que não tenham participação comprovada nos crimes.

Fiscalização e justificativa

Para verificar quem está sujeito às restrições, o governo federal poderá utilizar dados integrados de diferentes órgãos federais.

O autor, deputado Mauricio do Vôlei (PL-MG), sustenta que os recursos públicos destinados ao setor rural devem beneficiar apenas pessoas que atuam dentro da legalidade.

“Não é compatível com o interesse público a destinação de incentivos a pessoas condenadas por práticas ilícitas contra a propriedade produtiva rural”, diz o deputado. Ele ressalta, por fim, que a medida não tem como objetivo criminalizar movimentos sociais ou manifestações pacíficas.

Próximas etapas

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.