Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo

Ocultação de Júpiter e Nebulosa do Haltere nas Imagens da Semana

Programa exibe fotos astronômicas da ocultação de Júpiter por trás da Lua e da Nebulosa do Haltere na última semana.

Em resumo

  • Programa exibe imagem da ocultação de Júpiter capturada na Pensilvânia nos EUA.
  • Nebulosa do Haltere (M27) está situada a 1.200 anos-luz na Constelação da Raposa.
  • Fenômeno de ocultação de Júpiter foi visto no Brasil apenas como conjunção diurna.

O programa Olhar Espacial destacou duas imagens astronômicas na última semana, apresentando um registro da ocultação de Júpiter e outro da Nebulosa do Haltere.

A primeira imagem mostra o momento exato em que o planeta Júpiter emerge por trás da Lua após uma ocultação ocorrida na última terça-feira. O registro foi feito a partir da Pensilvânia, nos Estados Unidos, por Fabrizio Melandri, e evidencia o lado escuro da Lua iluminado tenuemente pela luz cinéria, que consiste na luz do Sol refletida na Terra.

Na mesma fotografia, é possível observar as quatro principais luas de Júpiter. De um lado aparece Ganímedes e, do outro, Io, Calisto e Europa.

O fenômeno da ocultação de Júpiter foi visível em uma faixa que se estendeu do leste da América do Norte ao oeste da África. Contudo, devido à paralaxe e à proximidade do satélite natural da Terra, os observadores no Brasil visualizaram apenas uma conjunção entre os dois astros em plena luz do dia.

Nebulosa do Haltere

Já a segunda imagem traz um registro de M27, conhecida como a Nebulosa do Haltere, feito por Gabriel Giannini de Cunto. Localizada a cerca de mil e duzentos anos-luz de distância, na direção da Constelação da Raposa, a Nebulosa do Haltere foi a primeira nebulosa planetária a ser descoberta, um feito realizado por Charles Messier no Século XVIII.

O objeto celestial é considerado por muitos astrônomos como uma das nebulosas planetárias mais impressionantes e figura entre as preferidas pelos astrofotógrafos amadores.

O termo nebulosa planetária surgiu porque esses corpos, quando observados ao telescópio, podem ser confundidos com um planeta tanto pela forma quanto pelo tamanho. Na realidade, contudo, elas são formadas pelo gás ionizado expulso por uma estrela em fase terminal de sua existência.