O Museu do Louvre corre o risco de ter que “fechar suas portas ao público” caso não seja executado um amplo projeto de reforma e modernização. O alerta foi feito nesta quarta-feira (14) pelo presidente da instituição, Christophe Leribault, exatamente um ano após o roubo de joias da Coroa que impactou o museu mais visitado do mundo.
Em declaração ao jornal francês “Le Figaro”, o dirigente destacou a necessidade de planejamento para as próximas gestões. “Qualquer que seja o futuro governo [após as eleições presidenciais na França em 2027], terá de ter em mente que, se o Louvre não for reformado, adaptado e transformado, perderá prestígio muito rapidamente e, a longo prazo, terá que fechar suas portas ao público”, afirmou Leribault.
O roubo ocorrido em 19 de outubro de 2025, no qual um grupo de homens subtraiu joias avaliadas em mais de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 500 milhões) em apenas oito minutos e durante o dia, evidenciou falhas na segurança do local. O museu, que recebeu cerca de nove milhões de visitantes no ano passado, viu o incidente ganhar repercussão internacional.
Leribault, nomeado em fevereiro, reforçou à AFP que o plano “Louvre – Novo Renascimento”, apresentado pelo presidente Emmanuel Macron no início de 2025, é “o único caminho se quisermos garantir o futuro” da pinacoteca e a sua segurança. Segundo o presidente, não há alternativas simples para a situação atual.
“Precisamos de um grande plano para o Louvre. As operações indispensáveis para garantir a segurança do museu exigem obras no edifício histórico e nas infraestruturas. Não existe uma solução ‘superficial’, fácil e milagrosa”, explicou.
O projeto de renovação é estimado em um bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões) e prevê reformas no edifício histórico, além da construção de uma nova entrada. A execução das obras deve ocorrer “ao longo de 12 a 15 anos” e, conforme indicado por Leribault, o processo pode resultar em um aumento no valor do ingresso para os visitantes.



