Segunda-feira, 26 de outubro de 2026 · São Paulo

Governo Trump processa ex-diretor do FBI James Comey

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou nova acusação contra James Comey no mesmo dia em que a demissão de sua filha foi anulada.

Em resumo

  • O governo Trump processou novamente o ex-diretor do FBI James Comey, que se declarou inocente.
  • Um juiz federal considerou ilegal a demissão de Maurene Comey, filha de James Comey, e ordenou sua reintegração.
  • O Departamento de Justiça afirmou que discorda da decisão sobre a ex-promotora e pretende recorrer.

O ex-diretor do FBI James Comey foi acusado novamente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, segundo a NBC News. O novo processo ocorre no momento em que um juiz federal decidiu que a demissão de sua filha, Maurene Comey, do cargo de promotora federal pelo governo de Donald Trump foi ilegal.

Em um vídeo publicado no Instagram, James Comey afirmou que as autoridades voltaram a agir contra ele e declarou que é inocente. Ele não deu detalhes sobre a nova acusação.

Comey já responde a outros processos federais. No ano passado, foi acusado de mentir ao Congresso sobre a autorização de vazamentos de informações à imprensa. O caso foi arquivado depois que um juiz concluiu que o promotor responsável pela acusação não havia sido nomeado legalmente.

Em outro processo, o ex-diretor do FBI foi acusado de ameaçar Trump após publicar uma fotografia de conchas organizadas para formar os números “86 47”. A combinação foi interpretada como uma possível referência à retirada do presidente do cargo. Comey se declarou inocente das acusações.

Trump demitiu Comey do comando do FBI em 2017, durante seu primeiro mandato, quando a agência investigava contatos entre a campanha presidencial republicana de 2016 e russos. Desde então, o ex-diretor se tornou um crítico do presidente.

Juiz considera ilegal demissão da filha de Comey

No mesmo dia, a filha do ex-diretor, Maurene Comey, teve sua demissão tida como ilegal. Ela atuou como promotora no escritório do procurador federal de Manhattan desde 2015 e participou de processos criminais contra Ghislaine Maxwell, associada de Jeffrey Epstein, e o magnata da música Sean “Diddy” Combs.

Maurene foi demitida pelo Departamento de Justiça em julho de 2025, poucos meses após o início do segundo mandato de Trump. Na ação judicial, ela argumentou que perdeu o cargo por ser filha de James Comey, em violação às normas que protegem servidores federais contra demissões por motivos políticos.

O juiz federal Jesse Furman determinou nesta segunda que ela fosse reintegrada retroativamente ao cargo até dezembro de 2025, o que permite o pagamento de salários atrasados e o acesso a benefícios de aposentadoria. O Departamento de Justiça afirmou que discorda da decisão e pretende recorrer.

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