Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 · São Paulo
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Golpe do QR Code: criminosos adulteram códigos para roubar dinheiro

Conhecido como quishing, fraude afeta compras por Pix em sites e estabelecimentos físicos; Procon e Febraban dão orientações de segurança.

Em resumo

  • Criminosos adulteram QR Codes em lojas e sites para desviar pagamentos via Pix.
  • A Febraban recomenda sempre conferir o nome do recebedor e o valor no aplicativo do banco.
  • Consumidores devem desconfiar de adesivos sobrepostos e de links suspeitos recebidos por mensagens.

A popularização dos pagamentos por QR Code tem atraído a atenção de criminosos, que utilizam códigos falsos para desviar dinheiro de consumidores em compras pela internet e em estabelecimentos físicos, em um golpe digital conhecido como quishing.

Em sites de comércio eletrônico, os fraudadores podem substituir o código de pagamento sem alterar aparentemente a página ou as informações da compra. O consumidor acredita estar pagando pela mercadoria, mas o dinheiro é enviado a outra pessoa. Outra estratégia utilizada é criar páginas falsas que imitam sites de lojas conhecidas.

Para evitar o golpe, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recomenda fazer compras nos sites oficiais, conferir o endereço eletrônico e evitar iniciar transações por links recebidos em mensagens, e-mails ou redes sociais.

Como os golpes são feitos

Em estabelecimentos físicos, como bares, restaurantes, feiras e estacionamentos, os criminosos podem colar adesivos com QR Codes falsos sobre os códigos legítimos disponibilizados pelos comerciantes. Dessa forma, o consumidor acredita que está pagando pelo serviço, mas transfere o dinheiro para uma conta controlada pelos fraudadores.

O golpe também pode envolver boletos impressos com QR Code. Nesse caso, os criminosos adulteram o documento e substituem o código original por outro, que direciona o pagamento para uma conta diferente da prevista.

Como se proteger

A principal recomendação é conferir, no aplicativo da instituição financeira, o nome de quem vai receber o dinheiro e o valor da transação antes de confirmar o pagamento. Se as informações não corresponderem à compra ou ao estabelecimento, o consumidor não deve concluir a operação.

“Essa simples verificação pode revelar uma adulteração antes que o dinheiro seja transferido”, afirma Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban. Ele também recomenda observar o próprio código antes de fazer a leitura em estabelecimentos físicos e desconfiar de adesivos sobrepostos ou de sinais de alteração.

Segundo Mielle, conferir os dados de quem receberá o dinheiro ajuda a identificar tentativas de fraude antes que o pagamento seja realizado. A recomendação geral inclui ainda desconfiar de ofertas muito vantajosas e de abordagens que pressionem o pagamento imediato.

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