O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta sexta-feira (6) a proposta de delação premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag. A administradora de fundos de investimento é alvo de investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master.
No acordo de colaboração firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e encaminhado ao STF em setembro, Mansur comprometeu-se a indicar aos investigadores o paradeiro de aproximadamente R$ 20 bilhões pertencentes a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro que está preso desde março deste ano.
Além da localização de ativos, o colaborador se dispôs a detalhar o funcionamento do uso de fundos de investimento para a prática de lavagem de dinheiro. João Carlos Mansur foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal em janeiro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no Banco Master.
Mudança na relatoria e urgência
As investigações relacionadas ao Banco Master estavam sob relatoria do ministro André Mendonça. No entanto, desde setembro, o caso passou para a análise de Edson Fachin, presidente do Supremo, devido a divergências e suspeitas envolvendo integrantes da própria corte.
A PGR solicitou urgência na homologação da delação premiada devido ao risco de perecimento de ativos, termo que se refere à possível perda ou desvalorização de recursos financeiros. A expectativa é que esses valores possam ser utilizados para o ressarcimento dos prejuízos decorrentes dos crimes sob investigação.

















