Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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Coreia do Norte estuda mais armas na fronteira com a Coreia do Sul

A irmã de Kim Jong-un citou situação instável e acusou vizinhos de ameaças militares, segundo agência KCNA.

Em resumo

  • Coreia do Norte estuda enviar mais armamento tático para a fronteira sul.
  • Seul emitiu 2.870 alertas por alto-falantes e 201 tiros de advertência.
  • Trabalhadores norte-coreanos instalaram minas e cercas na fronteira.

A Coreia do Norte estuda enviar armamento tático adicional e retomar as transmissões por alto-falantes na fronteira com a Coreia do Sul, conforme afirmou Kim Yo Jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em comunicado divulgado nesta segunda-feira (19) pela agência estatal de notícias KCNA.

Kim Yo Jong classificou a situação na região como instável e acusou os vizinhos de estarem ameaçando os militares norte-coreanos. "Atualmente, a situação na fronteira sul está muito instável. Os belicistas das forças armadas da República da Coreia estão ameaçando seriamente a segurança de nossos militares, disparando tiros de advertência contra eles com fuzis automáticos e metralhadoras de grosso calibre", declarou.

Ela acrescentou: "Para lidar com a situação atual, nossa liderança militar está examinando a possibilidade de implantar mais meios de ataque tático ao longo da fronteira sul como medida preventiva e de repressão para lidar com contingências, bem como de retomar as transmissões por alto-falantes contra a Coreia do Sul, além de considerar outras medidas necessárias e apropriadas".

Há duas semanas, as Forças Armadas da Coreia do Sul disseram que a Coreia do Norte havia mobilizado cerca de 7 mil trabalhadores este ano para instalar minas e cercas na fronteira entre os dois países, e pediu a Pyongyang que suspendesse as obras de fortificação. De acordo com o governo sul-coreano, as minas norte-coreanas já causaram aproximadamente 50 incidentes. Uma explosão no mês passado feriu gravemente dois soldados do país.

"As forças armadas sul-coreanas estão em alerta máximo devido às obras de fortificação da Coreia do Norte, disparando tiros de advertência e realizando transmissões por alto-falantes. E Pyongyang parece estar preocupada com o fato de que essas atividades de advertência por parte de Seul possam agravar as tensões perto da fronteira ou causar um conflito militar", disse Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade de Kyungnam, em Seul.

Kim Yo Jong afirmou que Seul emitiu 2.870 alertas por alto-falantes e disparou 201 tiros de advertência entre 1º de agosto e 17 de outubro.