Terça-feira, 20 de outubro de 2026 · São Paulo
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Comissão aprova política de crédito para mulheres do campo

Proposta determina que o Poder Executivo priorize a concessão de crédito oficial e assistência técnica para microempreendedoras rurais em regime familiar.

Em resumo

  • A Comissão de Finanças e Tributação aprovou o PL 2501/20 para priorizar crédito e assistência técnica a mulheres rurais.
  • O financiamento será realizado por meio das linhas existentes do Pronaf, após alterações feitas pelo relator Merlong Solano.
  • O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda precisa passar pela CCJ e ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2501/20, que estabelece a obrigatoriedade de o Poder Executivo privilegiar a concessão de crédito oficial e assistência técnica para mulheres do campo que atuam como microempreendedoras em regime familiar.

O colegiado aprovou o parecer do relator, deputado Merlong Solano (PT-PI), para o texto de autoria do ex-deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG) e outros nove parlamentares do PSB. O relator realizou alterações na proposta original, retirando a obrigatoriedade de o BNDES criar empréstimos com juros limitados à taxa Selic.

Em vez disso, o financiamento foi direcionado para as regras e linhas já existentes no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Sobre a relevância da medida, Merlong Solano afirmou: “O trabalho exercido pelas mulheres do campo permanece invisibilizado, embora seja indispensável para a geração de renda, a organização produtiva e a manutenção da dinâmica econômica das famílias”.

Outra alteração promovida pelo relator foi a exclusão da regra que determinava a reserva de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) especificamente para mulheres rurais. Com a mudança, o texto aprovado passou a prever apenas que a Finep priorize iniciativas de inovação e tecnologia desenvolvidas por esse público.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, ainda é necessária a aprovação pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.