Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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Brasil deve voltar ao top 8 das maiores economias do mundo em 2027, prevê FMI

Projeções do Fundo Monetário Internacional indicam que o PIB brasileiro superará a Itália e a Rússia dentro de três anos.

Em resumo

  • O Brasil deve ocupar a 8ª posição entre as maiores economias do mundo em 2027, segundo o FMI.
  • O PIB brasileiro nominal deve atingir US$ 2,796 trilhões em 2027, superando Itália e Rússia.
  • O FMI projeta uma desaceleração no crescimento real do Brasil, que deve cair para 1,9% em 2027.

O Brasil deve retornar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, ultrapassando a Itália e a Rússia, conforme as projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro atingirá US$ 2,796 trilhões naquele ano, superando os US$ 2,772 trilhões da economia italiana e os US$ 2,675 trilhões da russa.

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos por um país em um período específico. Os dados utilizados nesta comparação são nominais, ou seja, não consideram os efeitos da inflação, sendo expressos em dólares para permitir a equivalência entre as diferentes economias globais.

Cenário para 2026 e projeções futuras

Para o ano de 2026, o Brasil ainda deve ocupar a décima posição no ranking mundial, com um PIB projetado em US$ 2,655 trilhões. Nesse período, a Rússia apareceria à frente, com US$ 2,861 trilhões, seguida pela Itália, com US$ 2,702 trilhões. A alteração prevista para 2027 ocorre justamente porque o PIB brasileiro superará o dessas duas economias europeias. A estimativa é que o Brasil se mantenha na oitava colocação nos anos subsequentes, atingindo US$ 3,398 trilhões em 2031.

Além da mudança no ranking, as projeções indicam que a economia brasileira deve superar a marca de US$ 3 trilhões em PIB nominal pela primeira vez em 2029, quando o indicador deve chegar a US$ 3,056 trilhões. Já em 2026, o PIB nominal projetado de US$ 2,655 trilhões deve superar o maior valor anterior da série, registrado em 2011, quando atingiu US$ 2,614 trilhões.

Desaceleração e indicadores econômicos

Apesar do avanço no ranking e nos valores nominais, o FMI projeta uma desaceleração no crescimento real da economia brasileira. A taxa deve recuar de 2,3% em 2025 para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027. O crescimento real mede a variação da produção de bens e serviços descontando o efeito da inflação.

Quanto à inflação brasileira, a previsão é de um recuo gradual, passando de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Por outro lado, a taxa de desemprego projetada deve subir de 6% para 6,2% e 6,8% no mesmo intervalo. As projeções também indicam uma redução do déficit em transações correntes, que mede o saldo de operações entre o país e o exterior, devendo passar de 2,9% do PIB em 2025 para 2,4% em 2026 e 2% em 2027.