O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) exibiram 11 programas inéditos no horário eleitoral do 2º turno das eleições de 2026. A propaganda no rádio e na televisão termina nesta 6ª feira (23.out.2026), a 2 dias da votação que definirá o próximo presidente da República. A contabilização considera apenas os programas inéditos veiculados no horário eleitoral do rádio e da televisão, sem incluir reprises ou conteúdos produzidos especificamente para as redes sociais.
Diferentemente de como é chamado, o horário eleitoral não é gratuito e deve custar quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos em 2026. Os candidatos e partidos não pagam diretamente às emissoras pela veiculação, mas as empresas de rádio e televisão recebem compensações fiscais pela cessão do espaço.
Desde a retomada do horário eleitoral no 2º turno, na 6ª feira (9.out.2026), as campanhas de Lula e Flávio adotaram estratégias distintas. O petista intensificou as críticas ao adversário, destacou realizações do governo e apresentou propostas para um eventual 4º mandato. Já o senador apostou em um discurso de confiança na vitória e procurou rebater críticas sobre possíveis cortes em programas sociais.
Uma das principais bandeiras de Lula foi o fim da escala de trabalho 6 X 1, tema abordado em ao menos 3 programas eleitorais. A proposta também expôs uma mudança no discurso de Flávio. Em 6 de outubro, o senador criticou a redução da jornada durante a discussão no Congresso e defendeu que os trabalhadores tivessem liberdade para definir seus horários. Depois, diante de críticas de apoiadores de Lula nas redes sociais, anunciou que votaria a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que extinguiu a escala 6 X 1.
A campanha de Flávio também procurou afastar a associação de sua candidatura a possíveis cortes em benefícios sociais. Para isso, dedicou parte da propaganda eleitoral a desmentir acusações feitas por adversários e reafirmar o compromisso de manter os programas existentes.



