Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo

Chefe do Exército britânico diz que governo deve preparar população para tempos de guerra

General Sir Roly Walker afirmou que cidadãos precisam entender riscos e aceitar sacrifícios para priorizar investimentos em defesa e segurança nacional.

Em resumo

  • O general Sir Roly Walker afirmou que o governo britânico iniciará um diálogo com a população sobre riscos de guerra.
  • Cidadãos deverão aceitar sacrifícios para que o país priorize investimentos em defesa e segurança nacional.
  • O alerta ocorre em meio a temores de que a guerra na Ucrânia se espalhe pela Europa, com autoridades citando ameaças da Rússia.

O chefe do Exército do Reino Unido, general Sir Roly Walker, afirmou que os líderes políticos britânicos iniciarão em breve um diálogo com a população para preparar o país para uma eventual guerra. As declarações, divulgadas na quinta-feira (15) pelo Forces News, portal de notícias voltado às Forças Armadas, ocorrem em meio a temores de que o conflito na Ucrânia se expanda pela Europa, especialmente após ataques a dois navios perto da Bulgária.

Segundo o general, os cidadãos britânicos precisarão compreender os riscos do cenário internacional atual e aceitar sacrifícios para que o país priorize investimentos em defesa e segurança. “Os líderes políticos deste país começarão muito em breve uma conversa franca com os cidadãos sobre o que está acontecendo, onde estão os riscos e para o que a nação precisa estar preparada”, declarou Walker, acrescentando que “estamos vivendo um momento muito perigoso”.

Discurso para militares

As falas foram proferidas durante um discurso para cerca de 700 militares no norte da Inglaterra. O general ressaltou que, caso o Reino Unido entre em conflito, a responsabilidade pela defesa terrestre recairá sobre os soldados, incluindo os mais jovens e menos experientes. “Vocês não sabiam disso, mas nossa nação vai precisar de vocês”, afirmou o chefe do Exército aos presentes.

Walker destacou que houve um período em que o país não cogitava a possibilidade de enviar soldados para lutar em uma guerra, mas reforçou que esse cenário mudou. O alerta ocorre diante de preocupações de autoridades europeias sobre supostos planos de ataques por parte da Rússia, embora Moscou negue as acusações.