Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Estaleiro no Rio Grande do Sul inicia construção de navios para a Transpetro

Cerimônia de batimento de quilha marcou o começo da montagem do primeiro de quatro navios Handymax previstos no Programa Mar Aberto.

Em resumo

  • O Estaleiro Rio Grande iniciou a construção do primeiro de quatro navios Handymax para a Transpetro nesta quinta-feira (15).
  • A Ecovix construirá um total de 13 navios para a estatal, incluindo modelos para transporte de GLP e da classe MR1.
  • O projeto, parte do Programa Mar Aberto, tem a expectativa de gerar até 5 mil empregos diretos e indiretos.

O Estaleiro Rio Grande, localizado no Rio Grande do Sul, iniciou a construção do primeiro de quatro navios do tipo Handymax contratados pela Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. A iniciativa integra o Programa Mar Aberto, que visa a renovação e a ampliação da frota própria do Sistema Petrobras.

Nesta quinta-feira (15), foi realizada a cerimônia de batimento de quilha, etapa que marca o início da montagem da estrutura, conhecida como a “espinha dorsal” da embarcação. O ato é uma tradição secular no setor naval, sendo considerado um símbolo de proteção e boa sorte para o navio e seus futuros tripulantes.

Retomada de investimentos

“A construção desses navios representa um marco na retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria. O projeto reforça a estratégia da companhia de ampliar sua capacidade operacional para atender às demandas do mercado e acompanhar a expansão da produção de petróleo no país”, afirmou o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares.

As embarcações serão destinadas ao transporte de produtos claros derivados de petróleo, incluindo diesel marítimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de aviação.

Cronograma e geração de empregos

Ao todo, a empresa Ecovix ficará responsável pela construção de 13 navios para a Transpetro nos próximos anos. Além das quatro unidades Handymax, o contrato contempla cinco navios-tanque do tipo pressurizado para o transporte de GLP e derivados, e quatro navios de médio porte da classe MR1 (Medium Range).

A previsão é que os trabalhos nas diferentes embarcações gerem até 5 mil empregos diretos e indiretos na região.