Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes em audiência sobre tortura em Nova York

Casal responde a novas acusações de conspiração para torturar adversários políticos; julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027.

Em resumo

  • Nicolás Maduro e Cilia Flores se declararam inocentes de novas acusações de conspiração para torturar adversários políticos em Nova York.
  • O julgamento do casal, que já respondia por tráfico de drogas, está agendado para o dia 1º de junho de 2027.
  • Em caso de condenação por todas as acusações, Maduro e Flores podem enfrentar uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes nesta quinta-feira (15) de acusações de tortura a adversários políticos em um tribunal em Nova York. Eles participam de audiência para responder à nova acusação de conspirar para torturar adversários políticos, feita pelo governo Trump na semana passada.

As acusações adicionais, apresentadas na quinta-feira passada, ampliaram significativamente o processo criminal dos Estados Unidos contra Maduro, de 63 anos, e Flores, de 70. Anteriormente, os dois se declararam inocentes das acusações de que abusaram do poder para ajudar traficantes de drogas a transportar cocaína. Seus advogados afirmaram que eles também negam as acusações de tortura.

Maduro e Flores, capturados pelos militares americanos em uma operação realizada em janeiro por ordem do presidente Donald Trump e levados para Nova York, foram questionados sobre como se declaram em relação às acusações de tortura durante uma audiência de instrução perante o juiz federal Alvin Hellerstein, no tribunal federal de Manhattan.

Promotores do gabinete do procurador dos Estados Unidos em Manhattan afirmam que Maduro ordenou que autoridades torturassem políticos da oposição e militares acusados de conspirar contra ele, com o objetivo de se manter no poder no país sul-americano. Em um dos episódios descritos na denúncia, Maduro teria ordenado, em 2014, que autoridades sequestrassem militares para obter informações sobre possíveis dissidentes.

Quando alguns deles continuaram a resistir, ele teria dito aos agentes que deveriam “apertá-los com mais força”. Segundo a denúncia, Flores concordou com o plano durante a reunião e rejeitou uma proposta alternativa de obter informações por meio da infiltração nas fileiras dos possíveis dissidentes. Maduro e Flores não são acusados de terem praticado pessoalmente qualquer ato de tortura.

O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027. Caso sejam condenados por todas as acusações, cada um enfrentará uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão. Desde a captura em 3 de janeiro, os dois estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.