Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 · São Paulo
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OpenAI acusa ex-funcionário de enviar arquivos secretos à Apple

Empresa alega que ex-colaborador teria transferido dados confidenciais de dispositivos em desenvolvimento antes de retornar à fabricante do iPhone.

Em resumo

  • A OpenAI alega que um ex-funcionário enviou mais de 100 arquivos confidenciais sobre um novo dispositivo para contas pessoais.
  • O profissional teria apresentado planos a líderes da Apple, empresa para a qual retornou após seis meses na criadora do ChatGPT.
  • O julgamento do caso, que tramita em um tribunal federal de San Jose, está previsto para outubro de 2027.

A OpenAI acusou um ex-funcionário de ter enviado mais de 100 arquivos confidenciais sobre um dispositivo em desenvolvimento para contas pessoais. Segundo a companhia, o profissional teria apresentado seus planos a integrantes da liderança da Apple, empresa para a qual retornou após trabalhar por seis meses na criadora do ChatGPT. A Apple, por sua vez, afirma não ter encontrado evidências que sustentem as acusações.

O episódio integra a disputa judicial entre as duas empresas por supostos segredos comerciais. Conforme a petição apresentada pela OpenAI, o envio dos arquivos ocorreu em 2 de junho de 2026, data que marcou o último dia de trabalho do profissional na organização.

Dados de engenharia e fabricação

O material enviado conteria imagens detalhadas, especificações de engenharia e fabricação, informações sobre fornecedores e relatórios técnicos sobre revestimentos e vedação de componentes, todos relacionados a pelo menos um dispositivo ainda não lançado. A OpenAI manifestou preocupação com a possibilidade de que essas informações confidenciais estejam circulando dentro da concorrente e possam influenciar o desenvolvimento de futuros produtos, citando o avanço da Apple em inteligência artificial e o lançamento do HomeView na mesma semana. Contudo, essa associação não comprova que a fabricante tenha utilizado os arquivos.

Em resposta à agência Reuters, a Apple declarou: “Possuímos políticas e procedimentos para garantir que novos funcionários não utilizem informações confidenciais de empregadores anteriores”. A empresa reiterou que não encontrou provas que validem as alegações. O conflito teve início com uma ação movida pela própria Apple, que acusou ex-funcionários de levarem dados sigilosos para a divisão de hardware da OpenAI, o que foi negado pela criadora do ChatGPT.

Andamento do processo judicial

O caso tramita em um tribunal federal de San Jose, na Califórnia. O juiz Edward Davila autorizou parcialmente um pedido da Apple para obter acesso antecipado a arquivos digitais, permitindo a coleta de dados de dispositivos de ex-funcionários e a antecipação de depoimentos de três pessoas, incluindo o ex-engenheiro sênior de sistemas elétricos Chang Liu e o ex-vice-presidente de design de produtos Tang Yew Tan.

O julgamento está previsto para ocorrer em outubro de 2027, embora a OpenAI tenha informado à Justiça que poderia estar pronta para o procedimento em junho daquele ano. Até o momento, não há confirmação de que a Apple tenha utilizado informações confidenciais da concorrente.