O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 foi encerrado oficialmente às 19h deste domingo (8). Os candidatos tiveram 5h30 para resolver 90 questões de linguagens e ciências humanas e fazer a redação, que teve como tema o acesso à saúde gratuita no Brasil, abordando a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou neste domingo (8) que estudantes impossibilitados de realizar a prova por questões climáticas terão uma nova oportunidade em dezembro.
“Todas as questões climáticas estão sendo observadas pelo Inep. Para aqueles que não conseguirem chegar por motivos climáticos a gente tem uma segunda aplicação no mês de dezembro”, declarou o ministro. O tema da redação do Enem 2026 não traz expressões como “desafios” ou “combate”, o que exige que o candidato identifique sozinho o problema a ser discutido. Reportagens publicadas serviram de referência e abordaram temas como saúde pública, história quilombola, produção agrícola e insegurança alimentar no Brasil.
Entre as possíveis teses, o aluno pode defender que “o SUS democratiza o acesso à saúde, embora seja prejudicado pela desvalorização dos serviços públicos”, explica Marcus Barcelos, coordenador de Português do Bernoulli Educação. Um dos riscos da redação deste ano é transformar o texto em uma lista de qualidades do SUS, sem discutir os problemas que dificultam seu fortalecimento. Segundo professores ouvidos, o tema segue o mesmo padrão dos outros anos por não ser um assunto pautado pela mídia, além de ter forte raiz social e estar muito ligado à realidade brasileira.
Os candidatos só puderam deixar os locais de aplicação com o Caderno de Questões nos últimos 30 minutos que antecedem o término da prova, ou seja, somente a partir das 18h30. Os portões fecharam às 13h e o exame começou às 13h30. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo que o Enem, ao mobilizar milhares de pessoas, representa uma “guerra pela educação” e destacou a participação de idosos nas provas. A fala aconteceu após visita a sala de monitoramento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em Brasília.

















