Domingo, 8 de novembro de 2026 · São Paulo
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Carlos Bolsonaro contesta condenação do pai por atos de 8 de Janeiro

Senador eleito publicou vídeo neste domingo (8.nov.2026) questionando a pena de 27 anos e 3 meses imposta ao ex-presidente.

Em resumo

  • Carlos Bolsonaro contestou em vídeo a condenação do pai por tentativa de golpe de Estado.
  • A pena aplicada a Jair Bolsonaro foi fixada em 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.
  • O STF entendeu que o ex-presidente liderou organização criminosa e articulou ruptura institucional.

O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) publicou um vídeo neste domingo (8.nov.2026) em que questiona a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Carlos argumenta que o pai estava em Orlando, nos Estados Unidos, em 8 de janeiro de 2023 e, por isso, não poderia ter participado da depredação dos prédios dos Três Poderes. Assista (2min32s): A condenação, no entanto, não se baseou na presença física de Jair Bolsonaro na Praça dos Três Poderes durante os atos.

A maioria da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal entendeu que o ex-presidente liderou uma organização criminosa que articulou uma tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois das eleições de 2022. Bolsonaro foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. A pena foi fixada em 27 anos e 3 meses de prisão, inicialmente em regime fechado.

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Entre os elementos considerados no processo estavam documentos e mensagens sobre a elaboração e discussão de minutas de decretos que previam medidas de exceção, depoimentos de ex-comandantes das Forças Armadas sobre reuniões com Bolsonaro e registros de articulações para pressionar militares a aderir a uma ruptura institucional. Também foram considerados os ataques públicos do então presidente ao sistema eleitoral, sem apresentação de provas de fraude.

A investigação apontou planos encontrados pela Polícia Federal, entre eles o Punhal Verde e Amarelo, que propunha o assassinato de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A acusação também apresentou elementos sobre o uso de estruturas do Estado, como a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), para monitorar adversários e atuar contra instituições.

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