Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 · São Paulo
Publicidade
Publicidade

Jogo com 51 expulsos bate Cruzeiro x Atlético e vira recorde mundial

Partida entre Uberlândia e Mamoré pela segunda divisão do Mineiro Sub-20 teve briga generalizada, superou marca nacional e ganhou repercussão internacional.

Em resumo

  • Partida entre Uberlândia e Mamoré pelo Campeonato Mineiro Sub-20 teve 51 jogadores expulsos após uma briga generalizada.
  • O número recorde superou a marca anterior de 36 expulsões na Argentina e as 23 do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG.
  • A súmula detalhou agressões, invasão de campo por dirigentes e ameaças de violência relatadas pelo árbitro da partida.

As 51 expulsões na partida entre Uberlândia e Mamoré, válida pelas semifinais da segunda divisão do Campeonato Mineiro sub-20, entraram negativamente para a história do futebol no domingo, dia 1º de novembro. O número de vermelhos superou o Superclássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, na final do Campeonato Mineiro como maior marca nacional e bateu também o recorde mundial, que pertencia a uma partida da quinta divisão do futebol argentino.

A marca inusitada e vergonhosa, que ainda não consta oficialmente no Guinness Book, se tornou manchete internacional e ganhou destaque na mídia de outras países nas últimas horas.

Recorde nacional e mundial

Quando se fala em pancadaria e confusão, o exemplo mais recente que vem à cabeça no futebol nacional é o da final do Campeonato Mineiro de 2026 entre Cruzeiro e Atlético-MG. A partida, em que a Raposa se sagrou campeã estadual, teve 23 expulsões confirmadas na súmula após uma briga generalizada.

Aquele era o recorde nacional de cartões vermelhos. Isso durou até o último domingo, dia 1º de novembro, quando Uberlândia e Mamoré se enfrentaram pela segunda divisão do Campeonato Mineiro sub-20. A vitória dos visitantes por 3 a 1 ficou em segundo plano em razão das 51 expulsões na partida disputada no Parque do Sabiá. Os número ultrapassaram a marca oficial histórica de cartões vermelhos em um mesmo jogo. De acordo com o Guinness Book, livro de recordes, o maior número de jogadores expulsos em uma única partida de futebol foi registrado em 36, no jogo da Primera D — a quinta divisão do futebol argentino — entre Atlético Claypole e Victoriano Arenas.

Damián Rubino foi o árbitro do jogo no Estádio Rodolfo Capocasa, em Claypole, na Argentina, em 27 de fevereiro de 2011. Ao todo foram 36 expulsões. Todos os 18 jogadores de cada equipe, os 11 titulares e os sete reservas, foram expulsos após uma briga generalizada, que aconteceram após uma série de confrontos e entradas duras que ocorreram ao longo da partida.

Repercussão internacional

Como era esperado, o caso ganhou proporções internacionais. A Bola, principal periódico esportivo de Portugal tratou o caso com uma “batalha campal”. Na Hungria, a manchete do Blikk, principal tablóide do país, estampou na manchete do site o seguinte título: “Recorde mundial de cartões vermelhos quebrado! Cadeiras e macas voaram na briga generalizada – vídeo”, diz o título da reportagem. Além disso, outros perfis de esporte mundo afora nas redes sociais repercutiram o caso, com fotos e vídeos da briga que resultou no maior número de expulsões da história do futebol.

Entenda o caso

Das 51 pessoas expulsas, 48 levaram o cartão vermelho por causa de briga generalizada no segundo tempo. Os outros três foram advertidos em outras situações. Luike, do Uberlândia, levou o segundo amarelo por atingir adversário com o braços de forma temerária na região abdominal, fora da disputa da bola. João Henrique, do Mamoré, levou o segundo cartão amarelo depois de proferir ofensas ao árbitro. Depois, Netinho, do Uberlândia, foi expulso de forma direta após atingir o goleiro do Mamoré com um soco na região abdominal.

A briga generalizada começou aos 54 minutos do segundo tempo, já nos acréscimos da partida, quando o Mamoré anotou o terceiro gol da vitória por 3 a 1 sobre o Uberlândia. Na comemoração do gol de JV, Davi fez gestos provocativos e inflamatórios em direção ao banco de reservas da equipe do Uberlândia e proferiu ofensas: “Aqui é Mamoré, vai tomar no c* por*! Chupa! Vai se fu@!”. Depois disso, uma briga generalizada tomou conta do jogo.

O árbitro Fernando Patrick detalhou o mesmo motivo para os 48 expulsos. Após o término da partida, eles foram advertidos com cartão vermelho direto por desferir e atingir com socos e pontapés nos adversários. Com o tumulto, o juiz não conseguiu expulsá-los com a bola rolando e deu a partida por encerrada. As advertências foram todas escritas em súmula. No total foram 22 expulsos do Uberlândia e outros 29 do Mamoré.

Outras ocorrências

O árbitro Fernando Patrick ainda fez mais duas ocorrências sobre a partida. Aos 8 minutos do segundo tempo, após a expulsão de Luiki, dirigentes do Uberlândia, liderados por Fábio Mineiro, invadiram o campo e proferiram ofensas e ameaças. De acordo com o relato, Willer Francisco Silva, gerente de futebol do Uberlândia, André Luiz Nascimento, gerente de futebol de base, e Junior Caetano, coordenador de base, invadiram o campo de jogo e disseram para a arbitragem: “Vocês não vão sair daqui hoje, vocês acham que vão conseguir sair da cidade, vamos pegar vocês, vieram aqui pra f* a gente!”.

Durante o episódio, Fábio Mineiro dirigiu-se ao árbitro e fez a seguinte declaração: “Você nunca mais vai apitar. Eu vou fazer de tudo para que você não trabalhe mais. Eu posso parar, mas vocês também irão parar”. Na sequência, o dirigente Willer Silva teve conduta agressiva e disse: “Vou te socar, você não vai sair daqui. Quero ver se você vai sair escoltado. Vem pra mão, vou pegar você lá fora, vai ser só eu e você, filho da puta, vontade de te matar, seu merda”. Fernando Patrick relatou que fez um boletim de ocorrência contra Willer em função das ameaças e ofensas. O árbitro também detalhou que Bernardo Lage, diretor de futebol do Uberlândia, informou que o vestiário onde estava o Mamoré foi depredado pela própria equipe. Um boletim de ocorrência seria lavrado apresentando os danos causados.

Siga o portal
Publicidade
Publicidade
Publicidade