Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 · São Paulo
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Comissão aprova medidas de proteção a crianças indígenas e quilombolas

Proposta cria o "Plano Raízes Seguras" para prevenir e enfrentar a violência contra crianças e adolescentes de povos tradicionais.

Em resumo

  • Comissão aprovou projeto que cria o "Plano Raízes Seguras" para proteger crianças indígenas e quilombolas.
  • O texto altera a Lei 13.431/17 e busca combater vulnerabilidades decorrentes de conflitos fundiários e exploração.
  • A proposta ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, além de Câmara e Senado.

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou, conforme divulgado por Vinicius Loures da Câmara dos Deputados com relatoria da deputada Juliana Cardoso (PT-SP), um projeto de lei que cria um plano para prevenir e enfrentar a violência contra crianças e adolescentes indígenas e quilombolas.

O texto aprovado é a versão da relatora (substitutivo) para o Projeto de Lei 3709/24, de autoria do deputado Dr. Zacharias Calil (MDB-GO). A relatora aproveitou sugestões das comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial.

O que muda no atendimento?

“O novo substitutivo promove a necessária consolidação das alterações aprovadas nas comissões antecedentes, incorporando de forma sistemática os aperfeiçoamentos realizados ao longo da tramitação”, afirmou Juliana Cardoso. O texto aprovado cria o “Plano Raízes Seguras”, por meio de alterações na Lei 13.431/17. Essa norma já estabelece um sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.

Entre outros pontos, o plano prevê o enfrentamento dos fatores estruturais de vulnerabilidade e violência contra crianças e adolescentes de povos e comunidades tradicionais, consideradas as situações de conflitos fundiários, degradação ambiental, exploração econômica ilícita e deslocamento forçado.

Segundo a relatora, as mudanças buscam adaptar os serviços de atendimento, respeitando as línguas e tradições de cada grupo social. “A lei hoje possui caráter geral, muitas vezes insuficiente para contemplar adequadamente crianças e adolescentes indígenas, quilombolas e integrantes de outros povos”, disse.

Próximos passos da proposta

O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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