Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 · São Paulo
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Derrota de Trump e vitória de Lula enfraquecem direita nas Américas

Avaliação de assessores aponta que EUA e Brasil freiam avanço conservador regional e abrem espaço para pacificação.

Em resumo

  • Democratas conquistaram controle da Câmara e do Senado nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
  • Lula foi reeleito no segundo turno com 51,79% dos votos válidos contra Flávio Bolsonaro.
  • Assessores avaliam que cenário restringe avanço conservador regional e abre caminho para pacificação.

A derrota política sofrida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições de meio de mandato e a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Brasil enfraquecem a direita nas Américas e abrem uma oportunidade para o brasileiro buscar a pacificação do país, segundo avaliação de assessores e interlocutores de Lula.

Para eles, os dois movimentos colocam um freio na ofensiva da ala mais ideológica do governo Trump, que buscava ampliar a influência da direita nas Américas. Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos nas eleições realizadas nesta terça (3), retirando dos republicanos o domínio das duas Casas do Congresso.

Os democratas alcançado 54 das 100 cadeiras do Senado e 228 das 435 cadeiras da Câmara. Trump minimiza resultados das eleições nos EUA: ‘Eu não estava na cédula’.

No Brasil, Lula foi reeleito no segundo turno, realizado em 25 de outubro, ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com 100% das urnas apuradas, Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.

Na avaliação dos auxiliares do presidente brasileiro, os resultados nos dois países dificultam uma tentativa de tornar a direita hegemônica na região. Eles lembram ainda que governos de direita eleitos recentemente na América do Sul já enfrentam dificuldades internas, o que, na visão desses interlocutores, pode limitar a capacidade de articulação regional desse campo político.

Na Argentina, o presidente Javier Milei representa a direita. No Chile, José Antonio Kast, também de direita, assumiu a Presidência neste ano. Antes da eleição brasileira, o avanço conservador havia levado a direita a governar metade dos países da América do Sul.

Agora, segundo os assessores de Lula, o novo cenário cria uma oportunidade para que o presidente, em seu quarto mandato, busque reduzir a polarização política no Brasil e ampliar o isolamento dos setores mais radicais da direita.

Na avaliação desses interlocutores, Lula terá no próximo mandato a oportunidade de avançar numa agenda de pacificação que não conseguiu implementar plenamente durante o terceiro mandato e, com isso, tentar reduzir a força política do bolsonarismo.

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