Terça-feira, 3 de novembro de 2026 · São Paulo
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Publicidade
Publicidade

Astrônomos descobrem estrela ‘vizinha’ que deforma a atmosfera de supergigante vermelha

Estudo aponta que a estrela Siwarha orbita Betelgeuse, alterando o formato da atmosfera da supergigante vermelha conforme sua trajetória.

Em resumo

  • A estrela Siwarha orbita Betelgeuse, causando deformações visíveis em sua atmosfera estendida.
  • Observações feitas entre 2021 e 2026 com radiotelescópios no Chile permitiram identificar o fenômeno.
  • Betelgeuse apresenta temperaturas de 2.200 K perto da superfície e 3.500 K nas bordas, indicando um processo de aquecimento.

Uma equipe internacional de astrônomos detectou indícios de que uma estrela chamada Siwarha está em movimento e deformando a atmosfera da supergigante vermelha Betelgeuse. Para detectá-la, foi preciso recorrer aos radiotelescópios da ALMA (Atacama Grande Milímetro) no Chile para enxergar as camadas da estrela em sete frequências diferentes entre 2021 e 2026.

Os cientistas confirmaram que a passagem dessa estrela altera visivelmente o formato do astro, que fica ou mais alongado, ou mais arredondado. O estudo foi liderado por Lynn D. Matthews, do Observatório Haystack do MIT, em parceria com A. K. Dupree, A. M. S. Richards e W. R. F. Dent.

Betelgeuse, a supergigante vermelha, não viaja sozinha pelo espaço: ela tem uma estrela vizinha, Siwarha, que orbita colada nela e viaja por dentro dos gases da sua atmosfera estendida. Como Siwarha é apagada demais para ser vista diretamente pelos radiotelescópios, os cientistas descobriram a presença dela observando as mudanças no formato da atmosfera vermelha.

Como ocorre a deformação

Quando sua vizinha vai para o lado, ela puxa e agita o gás, fazendo a estrela parecer mais esticada da nossa perspectiva na Terra. Já quando ela passa na frente ou atrás de Betelgeuse, essa deformação fica alinhada com a nossa visão e a estrela parece mais redonda.

Os telescópios também mapearam a temperatura na atmosfera de Betelgeuse para ver como ela se comportou após seu escurecimento entre 2019 e 2020. Os astrônomos descobriram um comportamento curioso: perto da superfície visível existe uma camada de gás mais fria (cerca de 2.200 K), mas, conforme nos afastamos para as bordas da atmosfera, ela fica bem mais quente, alcançando cerca de 3.500 K.

Além disso, os dados mostram que a estrela está esquentando novamente, recuperando-se das temperaturas anormalmente baixas registradas pouco antes do seu apagão histórico.

Siga o portal
Publicidade
Publicidade
Publicidade