Domingo, 1 de novembro de 2026 · São Paulo
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Dona de buffet é presa em Castanhal suspeita de golpe em festas

Empresária é investigada por estelionato após cancelar eventos de última hora; prejuízo das vítimas já passa de R$ 118 mil.

Em resumo

  • Dona de buffet foi presa em Castanhal neste domingo (1º) suspeita de estelionato.
  • Prejuízo das vítimas com cancelamentos de festas já ultrapassa R$ 118 mil.
  • Justiça determinou bloqueio de contas da empresária e da empresa Casa Gastro.

A empresária Rosiane Corrêa da Silva, de 49 anos, dona da empresa de eventos Casa Gastro, foi presa pela Polícia Civil na manhã deste domingo (1º), em Castanhal. Ela é investigada pelo crime de estelionato após ser acusada de aplicar golpes em clientes que contratavam serviços para festas de casamento, formaturas e aniversários. O prejuízo das vítimas já ultrapassa R$ 118 mil. Além da prisão, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias da empresária e da empresa.

As investigações começaram após o registro de ocorrência de uma cliente que contratou a Casa Gastro para realizar a festa de 15 anos da filha. A vítima relatou ter pago R$ 21.828,00 de forma antecipada.

De acordo com a Polícia Civil, a investigada exigia os pagamentos adiantados justificando que precisava repassar os valores aos fornecedores do evento, como decoração, buffet e som. No entanto, na véspera da festa, Rosiane cancelou o evento alegando motivos de força maior. Ao procurarem os fornecedores por conta própria, a cliente descobriu que nenhum deles havia sido contratado ou recebido qualquer valor da empresária. O dinheiro pago pela vítima não foi devolvido.

Após a repercussão do caso, outras seis pessoas procuraram a delegacia para denunciar situações semelhantes. Entre os relatos estão cancelamentos repentinos de festas de debutante, aniversários infantis, casamento e festa de formatura. A polícia instaurou procedimentos individuais para apurar cada um dos novos casos relatados.

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 21.828,00 nas contas dela e da empresa, valor correspondente ao prejuízo da primeira vítima, para garantir ela tenha o ressarcimento. A suspeita foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça, onde passará por audiência de custódia. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar se há outras vítimas.

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